Toda essa mecânica não acontece por mágica: é preciso que tenhamos um componente novo para (1) permitir que as condições sejam descritas e (2) aplicar tais condições no momento da requisição dos serviços.
Esse componente novo é chamado e implementado de diversar formas: Service Gateway, Service Proxy, SOA Governance Gateway, XML Gateway. Eu gosto do termo "Intermediador de Serviços". Usualmente implementado como software, há versões também disponíveis como "appliances".
Uma figura ilustrativa do Intermediador de Serviços pode ajudar:

O Intermediador de Serviços, então, posta-se entre os Consumidores e os Provedores de Serviços. Toda requisição de serviço deve, necessariamente, atravessar o Intermediador.
Alguns comentários:
- O "Governance Officer" estabelece o que chamamos de Aspectos de um serviço, ou características não-funcionais, que são passíveis de configuração para atingir um determinado objetivo.
- Os Aspectos podem ser relativos a questões como Segurança, Performance, Disponibilidade, etc.
- Todas as descrições dos Serviços, juntamente com os Aspectos, ficam armazenados em um Repositório de Serviços, normalmente o mesmo que possui os WSDL usados a tempo de implementação dos serviços.
- Note que a tecnologia empregada para a implementação dos Consumidores e Provedores de Serviços é totalmente irrelavante para o "Governance Officer" pois é abstraída pelo Intermediador. Note também que o BPM, nesta perspectiva, é novamente considerado apenas como mais um Consumidor de Serviços.
- Claro que a alteração de um Aspecto pode ser dependente da infraestrutura onde os Serviços foram implementados. Por exemplo: caso a requisição de um serviço tenha um acréscimo, de nada adiantaria o "Governance Officer" configurar novas instâncias deste serviço (para melhor atender a demanda de requisições) se a infraestrutura de Serviços não estiver preparada para isso.
- O Intermediador de Serviços está fracamente acoplado em relação aos Consummidores e aos próprios Provedores de Serviços.
- Por esta razão o Intermediador é independente dos serviços, do contâiner onde os serviços estão instalados e da própria tecnologia que foi empregada para a implementação dos mesmos.
- A incorporação de novas tecnologias e novos padrões se daria de forma mais barata.
- A consolidação das requisições de serviços permite que tenhamos um controle mais apurado sobre as mesmas e, deste modo, processos de auditoria e até mesmo cobrança para casos onde os serviços são usados externamentes, são dramaticamente melhorados.
Há pouca literatura formal ainda sobre o assunto. Um excelente começo é "SOA Governance" de Todd Biske. A coleção gerenciada por Thomas Erl tem agendado para este ano um livro também sobre o assunto.